Na última sexta-feira, 15 de julho, oito pessoas foram presas durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público, acusadas de lavagem de dinheiro em plataformas de jogos de azar, o famoso "tigrinho".


A investigação, que durou seis meses, identificou que o grupo movimentava milhões de reais através dessas plataformas, disfarçando o lucro obtido por meio do tráfico de drogas no estado.


Em suas redes sociais, os influenciadores ostentavam carros de luxo, motos esportivas e viagens, conseguidas supostamente através do dinheiro dos jogos de azar. 


O esquema era coordenado pelo jovem Heitor Santos, de 28 anos, conhecido como 'Guru do grau", que se apresentava como líder da agência RPM no Instagram, onde fazia postagens prometendo ganhos fáceis aos afiliados na plataforma. Porém tudo se tratava de um disfarce para ocultar a fonte dos bens de Heitor, o tráfico de drogas.


As suspeitas sobre o grupo começaram quando alguns influenciadores relataram não receber os ganhos prometidos pela agência.


Durante a operação, a polícia realizou buscas em 12 endereços ligados aos acusados, incluindo residências de luxo, escritórios e garagens onde eram guardados os veículos ostentados nas redes. Além das prisões, foram apreendidos documentos, celulares e computadores que devem ajudar a polícia a desvendar mais detalhes sobre a ligação entre o esquema e o tráfico de drogas. 


Heitor Santos e os demais presos foram encaminhados ao presídio estadual, onde aguardam julgamento por crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e organização criminosa. Caso condenados, podem pegar penas que variam de 15 a 30 anos de prisão. A polícia segue investigando possíveis ramificações do esquema em outros estados e a participação de mais influenciadores.